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segunda-feira, 17 de junho de 2013

PESQUISADORES ASSOCIAM CONSUMO DE SAL À OBESIDADE INFANTIL




Que o consumo excessivo de sal pode causar uma série de complicações à sua saúde, incluindo hipertensão e problemas cardíacos, você já sabe. A novidade é que ele pode ser causador de um problema tão sério também para seu filho. Uma nova pesquisa, publicada no jornal Pediatrics, associou a quantidade de sódio ingerida pelas crianças a seus respectivos pesos, mostrando que pode existir uma relação desse consumo com a obesidade infantil. 

Isso, de acordo com o estudo, acontece indiretamente. “Existem evidências em animais e em adultos que mostram que, quanto mais sal você consome, mais sede você tem. Quando a quantidade de sal no seu sangue aumenta, seu corpo fica com essa sensação para controlar o nível”, explica Carley Grimes, autor principal da pesquisa, da Universidade de Deakin, na Austrália. 

O grande problema está no passo seguinte: para matar essa sede, as crianças analisadas estavam acostumadas a tomar refrigerantes em vez de água. 
Foram estudadas mais de 4 mil crianças australianas de 2 a 16 anos de idade. Em média, elas consumiam 6 gramas de sal por dia (sendo que a quantidade ideal está entre 3 e 5 gramas, dependendo da idade) e 62% afirmaram beber refrigerantes regularmente. Unindo esses dois resultados, os pesquisadores calcularam que para cada grama de sódio que elas comiam, elas ingeriam mais 17 gramas dessas bebidas. Resultado final: 23% das crianças do estudo que consumiam mais de uma porção de refrigerante por dia foram detectadas com 26% a mais de chances de atingirem estados de sobrepeso ou obesidade.



Outros cuidados


Você não deve, porém, ficar atenta apenas ao refrigerante. Veja outras dicas que separamos para um consumo mais controlado de sódio dentro de sua casa.


1. Nada de saleiro
A primeira coisa a fazer é reduzir o sal de adição, o saleiro que fica na mesa. A criança tem tendência para gostar de paladares mais intensos, tanto para o salgado quanto para o doce. Saleiro é um perigo. 

2. Outros temperos
Invista em ervas para compor suas receitas. Assim, você coloca menos sal no preparo dos alimentos. Se for temperar uma salada, por exemplo, use limão ou orégano. 

3. Menos salgadinho
Evite ou reduza o consumo de alimentos industrializados, como salgadinhos, de que algumas crianças tanto gostam. Eles têm muito sal na composição. 

4. Perigo nos embutidos Alimentos como salsicha, presunto e hambúrguer seguem a mesma regra. 

5. Sódio em enlatados

Veja no rótulo dos alimentos a quantia de sódio que consta em sua composição. Alguns produtos que têm sódio não são salgados, como enlatados de legumes, mas podem fazer mal se consumidos em excesso. 


Isso é significativo. Dá ainda mais peso a tudo que já existe por aí  reduzir o sal.
Fonte: Revista Crescer 

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Dra. Marina Queiroz  

segunda-feira, 13 de maio de 2013

EXCESSO DE FAST-FOOD ESTÁ ASSOCIADO A RISCO DE ASMA E ALERGIA 

  shutterstock












Hambúrguer, batata frita, refrigerante, salgadinho... é difícil manter as crianças longe dessas guloseimas, mesmo sabendo que elas fazem mal para a saúde delas. Mas saiba que além de elevar os riscos de obesidade infantil, o consumo desses alimentos pode trazer muitos outros perigos. 

Apesar de as conclusões ainda não estarem claras, os pesquisadores acreditam que a causa disso é principalmente a gordura saturada presente nesses alimentos. O excesso de gordura saturada no organismo prejudica o sistema imunológico e deixa o corpo mais suscetível a infecções e inflamações.

Outros perigos escondidos

As crianças que consomem muito fast-food e se alimentam mal, deixam de ingerir alimentos mais saudáveis e acabam com quadro de deficiência vitamínica. A falta das vitaminas A, B e as do complexo zinco podem gerar desânimo e mudar a rotina da criança.

Um estudo mostrou que até o desempenho cognitivo da criança pode sofrer influência de uma alimentação desregrada. Especialistas da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, analisaram o histórico escolar de 5.500 crianças entre 10 e 11 anos e descobriram que as que consumiam fast-food em excesso tinham notas mais baixas em testes de leitura e matemática.

Para dar um exemplo da importância dos nutrientes para o desenvolvimento da criança, o ômega-3, encontrado nos óleos de peixes marinhos, como atum, pescada e sardinha, participa da formação dos neurônios e transmissão de impulsos nervosos. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda o consumo de peixe fresco pelo menos duas vezes por semana.

Ok, fast food faz mal, mas isso não significa que você e sua família nunca mais vão poder se deliciar com um hambúrguer daqueles. O que não pode acontecer é a exceção virar um hábito. 



De acordo com a pediatra, o excesso, nesses casos, significa substituir uma das refeições por ‘besteira’ três vezes na semana. Mas, atenção: fast food não tem só em restaurante.Os salgadinhos, bolachas, hot dogs, alimentos congelados e refrigerantes que são consumidos em casa também entram na conta e precisam ser controlados. Ok, fast food faz mal, mas isso não significa que você e sua família nunca mais vão poder se deliciar com um hambúrguer daqueles. O que não pode acontecer é a exceção virar um hábito. Portanto prefira fazer hambúrguer em casa, com carne de músculo moída ou patinho e grelhe ao invés de fritar por imersão. Coloque também alface, tomate e milho, o queijo minas light ou mussarela light é muito gorduroso.   

Mas para que qualquer troca de hábito comece a dar certo em casa, não adianta só falar ou pedir. Você também precisa dar o exemplo e diminuir o consumo de alimentos industrializados, combinado?

O mais novo estudo sobre o assunto foi publicado este mês na revista científica Thorax. Ao observar os dados de 500 participantes (crianças entre 6 e 7 anos e adolescentes entre 13 e 14 anos) de pesquisa realizada em mais de 50 países sobre asma e alergias, especialistas das universidades de Auckland, na Nova Zelância, e Nottingham, no Reino Unido, descobriram que crianças que consumiam fast-food pelo menos três vezes por semana, aumentavam em 27% suas chances de ter asma e alergias, como conjuntivite, dermatite e rinite. Entre os adolescentes a probabilidade subiu para 39%. Esta relacionado também à obesidade infantil, diabetes tipo 2, hipertensão e problemas no coração, o fast-food também está associado a problemas menos aparentes. 
Cuidado com os excessos 
Se a criança tem o hábito de comer muita ‘porcaria’, é hora de rever esse hábito e pensar em uma solução. Aos poucos a família pode começar a introduzir alimentos mais saudáveis nas refeições das crianças. Colocar cenoura ou abobrinha no meio do macarrão ou da carne moída pode ser um bom começo. Levar a criança para fazer as compras de verdura e vegetais pode aguçar a curiosidade delas e fazê-las enxergar que existem outras opções além de salgadinhos e bolachas.

Fonte: Revista Crescer 


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Dra. Marina Queiroz  

segunda-feira, 15 de abril de 2013

OBESIDADE INFANTIL- Saiba como prevenir ou cuidar


A obesidade infantil aumenta a cada dia e com ela também cresce a preocupação dos pais com relação à saúde das crianças. Elas precisam melhorar a qualidade da alimentação o que consequentemente levaria ao emagrecimento. 

Neste momento os pais se deparam com uma grande dificuldade, ou seja, melhorar os hábitos alimentares das crianças em casa e na escola, além da responsabilidade de fazerem uma auto avaliação para saber se a reeducação alimentar tem que começar com eles próprios.

No Brasil, os números de crianças obesas têm aumentado significativamente. Um estudo publicado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, SBEM, indica que há 30 anos atrás, o índice de crianças no Brasil com obesidade era de 3% e hoje chega a 15% de crianças com excesso de peso. 

Para promover uma boa nutrição à criança, é preciso entender que ela não é um adulto pequeno, mas um ser que tem características próprias e se encontra num processo marcado por rápido crescimento e maturação fisiológica. Assim, as recomendações dietéticas válidas para os adultos não podem ser aplicadas ao escolher alimentos para crianças.

CAUSAS DA OBESIDADE INFANTIL


  1. Endógenas- Genéticas (30%): Distúrbios metabólicos, endócrinos, origem central, genéticos e desnutrição intra-uterina.
  1. Exógenos- Ambientais:  Desmame precoce, introdução de fórmulas lácteas inadequadas, maus hábitos familiares – excesso de consumo energético.
  1. Mistos:  
Genitores não obesos – risco 5 % de obesidade infantil
1 genitor só obeso – risco de 50 %  de obesidade infantil
2 Genitores obesos – risco de 80 % de obesidade infantil.

DISFUNÇÕES DECORRENTES

As crianças que apresentam excesso de peso aumentam o risco de desenvolver doenças, como: hipertensão, diabetes,doenças cardiovasculares, disfunções ortopédicos, respiratórias, dermatológicas, problemas comportamentais sociais e psicológicos, câncer e etc. Além de ter também maior chance de se tornar um adulto obeso.

ATENÇÃO É HORA DE BUSCA AJUDA: 
Quando o aumento do peso da criança começar a subir de maneira mais rápida, ou quando observar um acúmulo de gordura na região abdominal, não proporcional com o aumento da estatura esperado para idade e sexo, é hora de buscar ajuda de um nutricionista para poder orientar com relação as mudanças nutricionais necessárias.

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL PARA AS CRIANÇAS 

 No cardápio infantil deve conter todos os nutrientes (vitaminas, minerais, carboidratos, proteínas e lipídeos) necessários para garantir energia e manutenção do organismo, para um crescimento e desenvolvimento saudável e sem sobrepeso.    

Diariamente a alimentação deve conter os grupos alimentares citados abaixo:
menino
      ✔       Cereais, raízes e tubérculos (pães, macarrão, arroz, milho, mandioca, biscoitos salgados, batata, inhame) fornecem os chamados carboidratos complexos. Devem ser consumidos em maior quantidade já que fornecem a energia necessária para os processos fisiológicos do organismo e atividades motoras.

      ✔       Leite, iogurtes e queijos (Leite, iogurtes, queijos magros) estes alimentos são ricos em proteínas, sendo fundamental para crescimento e manutenção de ossos, pele, cabelos, unhas e etc. Além disso, este grupo é fonte de cálcio, responsável pela sustentação dos ossos e contração dos músculos do corpo.

OBS: atenção às crianças alérgicas ao leite ou intolerantes á lactose NÂO devem incluir este grupo alimentar. Ele deverá ser substituído por bebidas á base de cereais (aveia, arroz, milho) ou “leite de amêndoas” entre outras possibilidades.

      ✔       Carnes, aves, peixes e ovos (carnes bovina, frangos sem pele, peixes, ovos) este grupo também é rico em proteínas essencial para o desenvolvimento muscular, ósseo e outras estruturas e substâncias orgânicas.
      ✔       Leguminosas (feijões, ervilha, lentilha, grão de bico, soja) estes alimentos são ricos em proteína de origem vegetal, carboidratos complexos, fibras, vitaminas do complexo B e minerais, importantes como ferro. Este grupo de alimentos auxilia no trabalho intestinal, controle dos níveis de colesterol.
      ✔       Hortaliças e frutas (Todos os vegetais como cenoura, alface, rúcula, pepino, tomate. E as frutas como maçã, mamão, banana, kiwi, pêra e etc.) São alimentos importantes para a manutenção da saúde porque eles oferecem carboidratos (frutose), vitaminas, minerais, fibras e água. Os consumos variados dos hortifruti proporcionam a garantia de uma alimentação rica em diferentes nutrientes e substâncias bioativas fundamentais para diversos processos metabólicos, estimulação do sistema imunológico, entre outras funções.
      ✔       Açúcares (achocolatados, mel, açúcar mascavo) este grupo de alimentos são importantes para fornecerem energia, porém devem ser consumidas em pequenas quantidades pela alta densidade calórica. No caso de açúcares proveniente de guloseimas: DAR LIMITE DE CONSUMO, CASO NÃO CONSIGA EVITAR.
      ✔       Gorduras Polinsaturadas e Monoinsaturadas “boas”: óleos vegetais (azeite de oliva, canola, girassol), sementes oleaginosas (linhaça, castanhas, nozes, etc.) devem estar presentes na alimentação diária. Fornecem energia, diminuem o colesterol ruim e aumentam o bom, proporcionam saciedade e regulam glicemia.


COMO ESTIMULAR A CRIANÇA A COMER MELHOR 

marcador-verde-ponto     Cardápios coloridos: As cores dos alimentos ajudam a compor a apresentação dos pratos e são ótimas para atrair a atenção e o apetite da criança. Para isso, as frutas, os legumes e os folhosos são bons aliados.

marcador-verde-ponto     Alimentos preferidos: Sempre que possível, inclua na refeição da criança os alimentos de maior preferência. Assim, ela aceitará melhor os outros.

marcador-verde-ponto      Importância da alimentação: Na medida do possível, explique para a criança a função dos alimentos e porque a dieta deve ser variada e não ter só biscoitos ou chocolates, por exemplo.

marcador-verde-ponto      Modo de preparo dos alimentos: A família e a criança não precisam ter cardápios diferentes, o ideal é adaptar a maneira de elaborar os alimentos usados habitualmente pelos adultos de acordo com a faixa etária da criança. Porém considerando que as necessidades nutricionais são específicas.

marcador-verde-ponto      Insistir em novidades: Nem sempre a criança concorda em comer uma preparação que lhe é oferecida pela primeira vez. Algumas precisam provar o mesmo alimento de oito a dez vezes antes de aprová-lo e incluí-lo em seus hábitos alimentares.

marcador-verde-ponto      Tranqüilidade nas refeições: A hora da refeição deve ser um momento tranqüilo, sem agitação e longe da televisão.

marcador-verde-ponto      Atividade Física: A atividade física para criança é essencial, principalmente para aquelas com sobrepeso. As atividades da preferência da criança e atividades familiares são as melhores opções.

COMO FAZER A CRIANÇA ADERIR HÁBITOS ALIMENTARES SAUDÁVEIS

 A maneira mais adequada de fazer com que a criança comece a mudar ou adquirir hábitos alimentares mais saudáveis seria
eliminando os alimentos pouco nutritivos do cardápio da criança e orientando de forma gradativa a fazer a inclusão ou substituições mais saudáveis. Hoje, temos no mercado produtos de consumo comum pelas crianças, porém mais saudáveis, com menores quantidades de açúcar simples, gorduras saturadas e trans e sódio. Os tão famosos salgadinhos já podem ser encontrados na versão orgânica, assados e sem gordura trans, mantendo as mesmas características dos salgadinhos convencionais só que mais saudáveis. Adaptar receitas comumente consumidas pela criança e transformar em uma receita mais saudável com uso de ingredientes menos gordurosos, incluindo até alimentos funcionais (como soja, cereais integrais, iogurtes, frutas, semente de linhaça) bem mais saudáveis.


 Pode-se dar freqüência e limites para o consumo de alimentos como: sorvetes, chocolates e outras guloseimas. A proibição sem explicação leva a compulsão e não reeducação.
Não é recomendado se fazer restrições calóricas para emagrecimento infantil, o importante é a mudança de hábito alimentar, adequar às quantidades realmente necessárias a faixa etária e incentivar a prática de atividades físicas.




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Dra. Marina Queiroz  

terça-feira, 9 de abril de 2013

ESCOLHA CERTA PARA SEU FILHO



Pratos  coloridos, com variedade de alimentos e super nutritivo. Você já sabe que é assim que as refeições do seu filho devem ser desde o inicio. Mas o que precisa estar mesmo no cardápio ? Quais os nutrientes que não podem faltar ? E, o mais importante, como convencê-los a devorar o menu "ideal"? 


Como fazer o filho comer fígado de boi ? Afinal, a mãe leu em um site que ele precisa ser ingerido três vezes por semana e, desde então, a mesa do jantar virou um verdadeiro campo de guerra.

É fundamental oferecer uma alimentação saudável e variada ao seu filho, mas sem precisar transformar a hora da refeição (que deve ser prazerosa e enriquecedora) em uma seção de tortura. Sim o fígado é um alimento rico em proteína, ferro e vitamina A, nutrientes essenciais para o bom desenvolvimento da criança. Mas ele não é o único! Existem outras opções tão saudáveis quanto, como cenoura, manga e espinafre (e muito mais saboroso aos olhos e boca) de uma criança. 


A essa altura você deve estar se perguntando: ”Mas afinal, o que o meu filho precisa comer?” A resposta é tudo! Mas isso não significa que você deve obriga-lo a ingerir couve-flor, que ele detesta, só porque tem boas quantidades de vitamina C. E, como é você  quem vai ajudar a formar o paladar dele, quanto mais oferecer alimentos saudáveis, mais seu filho vai se acostumar com eles. Mais não ache que força é a solução. Se você insiste para que raspe o prato mesmo quando seu filho diz que não mais, ele aprende, na verdade, a comer mais do que precisa. Foi o que mostro uma pesquisa da Washington State University, nos Estados Unidos, que analiso os hábitos alimentares de 222 crianças em idade pré-escolar e seus cuidadores. Os autores perceberam que as atitudes da mãe e relação à alimentação influenciavam diretamente no comportamento dos filhos.



As crianças devem comer alimentos dos 8 grupos: como cereais (pães, arroz...); verdura e legumes; frutas; iogurtes; carnes e ovos; feijões; óleo e gorduras e açúcares de doces. Nos primeiros 6 meses, o leite materno, bem como as fórmulas infantis, dá conta de tudo, pois em todos os nutrientes para suprir as necessidades do bebê, mesmo sendo um organismo com alta velocidade de crescimento. Depois dos 6 meses e até os 2 anos, é recomendado continuar com a amamentação, porém já pode introduzir outros alimentos, que devem ser rico em energia (como os carboidratos, representado pelos cereais) e nutrientes particularmente ferro, cálcio, zinco e vitamina A e C. É a hora das frutas e papinhas cheia de verduras e legumes. A partir de 2 anos e, principalmente, na fase pré-escolar e escolar. 


Pegue a lista do supermercado e prepare-se para levantar a bandeira branca na hora das refeições.   

PARA NÃO FICAR DOENTE
  • Acerola: Essa frutinha é riquíssima em vitamina C, principal nutriente quando falamos em prevenção de gripes e resfriados. Não é à toa que sempre nos lembramos dela quando o nariz começa a escorrer. A acerola crua tem maior concentração dessa vitamina, mais a boa noticia é que a polpa congelada ainda apresenta índice elevado dela. Por isso, aposte em sucos geladinhos ! Um copo de 200 ml ou uma xícara de chá de fruta já tem 100% das recomendações diária de vitamina C. 

Receita infalível- Uma sugestão diferente é servir a acerola cozida com alguns temperos (como tomilho) e usar a calda, salgada mesmo, como molho para peixes ou aves.

Se o seu filho não gosta de acerola: Substitua por frutas cítricas, como limão e laranja. 


  • Fígado: Não é à toa que esse tipo de carne é tão citada quando o assunto é alimento nutritivo. Além de ser riquíssimo em ferro, o fígado de boi ou de galinha também é fonte de cobre, mineral responsável por reforçar as defesas do organismo. Um bife de fígado contém as doses recomendadas.

Receita infalível: O que normalmente incomoda as crianças é o sabor amargo do fígado. A dica para neutralizar esse gosto é deixa-lo de molho em suco de limão por cerca de quatro horas antes de preparar. Para a criança que não o aceita de jeito nenhum, a saída é usá-lo moído, misturado com outra carne moída, nas papinhas ou hambúrgueres caseiros.

Se seu filho não gostar de fígado: Fruto do mar como caranguejo e lagosta, são boas fontes de cobre. Mas esses alimentos só devem ser introduzidos na dieta infantil a partir de 1 ano em pequenas quantidade, uma vez que pode desenvolver alergia. 



PARA CRESCER FORTE 

  • Peixe: Esse alimento deve estra no prato do seu filho (a partir de 6 meses de idade) de uma a duas vezes por semana, variando as espécies e prestando atenção em reações alérgicas. Ele é rico em vitamina D, nutriente fundamental para a calcificação normal do esqueleto, pois ajuda na absorção do cálcio. As espécies de água fria, como atum, salmão (importado) e sardinha, também são fonte de ômega 3, essencial para o desenvolvimento cerebral. 

Refeita infalível: Toda criança adora comer espetinhos. Então, por que restringi-los apenas ao churrasco ? Inove e faça espetinhos de peixe. Só tome cuidado com o palito. 

Se seu filho não gosta de peixe: Invista também nos queijos e na gema de ovo (somente 2 vezes na semana), que pode ser introduzido na dieta infantil a partir de 6 meses e meio.

  

PARA TER ENERGIA 

  • Feijão: Esse alimento deve ser parte do dia a dia do seu filho desde as primeiras receitas, pois é fonte de ferro, essencial na formação das hemoglobinas (responsável por transportar o oxigênio) e no combate à anemia, além do ácido fólico. Duas dicas quando falo do feijão: oferecer-lo com algum alimento rico em vitamina C (como couve), que aumenta a absorção do ferro de origem vegetal, e apostar na clássica dobradinha "arroz com feijão". Eles realmente se completam, pois um aminoácido que não tem em um, tem no outros e assim eles geram importante proteína para o funcionamento do músculo. 

Refeita infalível: Institua na sua casa o dia da feijoada que pode ser ás quartas-feiras ou no sábados. O prato não precisa seguir á risca a receita original, que é muito pesada. Feijão preto, farofa e laranja já criam o clima. Vale até colocar um bom samba como trilha sonora !

Se seu filho não gosta de Feijão: Tente outra leguminosa como lentilha, ervilha ou grão de bico. Carne vermelha e legumes verdes, como brócolis e espinafre, também funcionam.

  • Arroz: Rico em carboidrato, também é fonte de vitamina B1, fundamental para transformação de açúcar em energia. É difícil uma criança não gosta de arroz, por isso aproveite os benefícios desse alimento. O branco tem mais carboidrato, mas a versão integral conserva mais nutrientes. Vale variar entre as duas no cardápio. 

Refeita infalível: Aposte nos risotos para deixar o arroz colorido. Você pode usar açafrão, cenoura ou ervilha, por exemplo, para variar as tonalidades. 

Se seu filho não gosta de arroz: Aposte em outros grão integrais e, se ele for maior de 1 ano, na carne de porco. 


PARA PROTEGER AS CELULAR 

  • Carne vermelha: Rica em proteína e diversos nutrientes, como o ferro, o zinco e a vitamina B12, que mantém as células vermelhas e nervosas do sangue saudáveis. Se você é vegetariano e quer que seu filho também seja, converse com o pediatra para ver se é necessário a suplementação dessa vitamina, essencial para o desenvolvimento infantil. 

Refeita infalível:Bola, bolinha, bolão! Aposte nessas formas para acrescentar a carne à alimentação do seu filho de maneira divertida. Dá para fazer bolinhos de carne assados que são deliciosos e, além de tudo, a criança pode comer com a mão, coisa que elas adoram.  

Se seu filho não gosta de carne: tente ovos

  • Banana: Riquíssima em fibras e potássio, mineral que ajuda a equilibra a quantidade de água nas células, além de regular as concentrações musculares e o ritmo cardíaco. É, normalmente, uma das frutas preferidas das crianças. Uma banana prata por dia já supre as necessidades de potássio. Tente não desperdiça a casca! Ela possui o dobro desse nutriente do que a polpa da fruta. Reaproveite-a para fazer pão ou bolo de banana, por exemplo.  


Refeita infalível: Aproveite o churrasco de domingo para oferecer ao seu filhote a banana de um jeito diferente. Coloque a fruta com casca na churrasqueira, até ficar preta. Depois, tire a polpa e sirva com açúcar mascavo e canela. 

Se seu filho não gosta de banana: Ofereça a ele água de coco, tomate e frutas como abacate e melancia. 



PARA CRESCER FORT

  • Milho: Em uma xícara de chá de seus grãos há a dose diária necessária de vitamina B6, indispensável ao bom funcionamento do cérebro e, portanto para a memória e a concentração da criança. Também é essencial para as células  pois previne a formação de coágulos. Você pode fazer um gostoso creme ou bolo de milho, acrescenta-lo à salada ou oferecer a espiga cozida (sem exagerar no sal!), se seu filho já form grandinho para morder e mastigar.   

Refeita infalível: Que tal uma festa junina fora de hora? Essa tradicional comemoração tem várias receitas que usam milho em seu cardápio, como pamonha ou apenas cozido. 

Se seu filho não gosta de milho: Peixe fresco, nozes, cereais integrais, melancia são outras fontes de vitamina B6. 

  • Espinafre: Rico em vários nutrientes, entre eles o zinco, conhecido como "mineral da inteligência". Ele atua no controle cerebral, sendo importante também para a memória e a concentração. Três colheres de sopa por dia já basta e você pode prepara-lo de diversas formas, como molhos, recheio, de massa e tortas, sopas, cremes... Assim seu filho não vai pode reclamar de comer todo dia a mesma coisa !  
Refeita infalível: Faça a sua ida a feira ou a supermercado um passeio com seu filho. Peça a ajuda dele para escolher os alimentos e aproveite para ensinar o nome de cada um. Não se esqueça de falar que o espinafre pode ajudá-lo a aprender ainda mais na escola.

Se seu filho não gosta de espinafre: Carne vermelha, sardinha e feijão também possuem boas doses de zinco.   




PARA O MACHUCADO SARAR MAIS RÁPIDO

  • Alface: Essa verdura indispensável em qualquer saladinha básica é rica em vitamina K, nutriente essencial, para a coagulação sanguínea  para a prevenção de hemorragias e para garantir a saúde dos músculos. Varie os tipos de folhas (lisa, crespa, roxa, americana) para seu filho não enjoar. 

Refeita infalível: Escolha um dia da semana e, no lanche faça a "hora dos sanduíche". Pode ser de pão sírio com atum, hambúrguer de carne (feito em casa com carne magra) com queijo branco e tomate... Qualquer opção pede um folha de alface. E provavelmente seu filho não vai reclamar.

Se seu filho não gosta de alface: Experimente oferecer outros vegetais de folhas verde como brócolis e espinafre. 

  • Mamão: Essa fruta popularmente conhecida como aliada no combate à prisão de ventre também tem propriedades anti-inflamatória e cicatrizante. Isso porque, além de ser fonte de vitamina A, ela é rica em vitamina C e papaína, uma enzima que torna mais rápido o processo de cicatrização. Ela esta mais presente na parte interna da casca, por isso, quando seu filho voltar da escola com o joelho ralado, corte um pedaço da casca do mamão e coloque sobre o machucado três vezes ao dia, pro aproximadamente 15 minutos.  

Refeita infalível: Sabe aqueles biscoitos em forma de estrela, flor e coração ? Você pode fazer isso com o mamão (e outras frutas). Use os próprios cortadores de biscoito, facilmente encontrados em lojas de utensílios para fresta ou cozinha.  

Se seu filho não gosta de mamão: Aposte em tomate, couve e repolho 




PARA ENXERGAR MELHOR

  • Cenoura (orgânica): Rica em vitamina A, conhecida como "vitamina da visão". Ela leva esse nome porque tem papel fundamental na manutenção do globo ocular e estimula a produção de púrpura visual, que auxilia na percepção de cores e formas. Prefira oferecê-la cozida ou assada (um pires de cenoura cozida por dia é suficiente), pois o calor aumenta a absorção dessa vitamina. Se quiser, apenas lave e raspe levemente a casca, pois é ali que se encontra a maior quantidade de vitamina. Vale lembrar que se seu filho comer cenoura  todo o dia quer dizer que não vá ter problema de visão no futuro.   
OBS: Orgânica porque a outra contem muito agrotóxico. 

Refeita infalível: Bolo de cenoura com açúcar e canela é, sem dúvida uma excelente tática. Uma boa dica são são aquelas cenourinhas baby em palito, que são fáceis de carregar e prática na hora de comer.  

Se seu filho não gosta de cenoura: Outros alimentos de tons amarelados ou alaranjados, como abóbora, manga e pêssego, são boas pedidas. 



Espero que aproveitem bastante essas dicas de como fazer o seu filho comer de tudo para crescer saudável e forte.